sábado, março 7, 2026
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EUA colocam Brasil no alvo do tráfico humano

Nesta segunda-feira (29), foi divulgado o relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre tráfico de pessoas. O documento colocou Brasil e África do Sul na Lista de Observação de Nível 2, citando falhas na demonstração de avanços contra o crime.

O relatório anual analisa medidas adotadas por diversos países para combater trabalho forçado, tráfico sexual e outras formas de escravidão moderna. A inclusão na lista significa que, se não houver melhorias, os dois países podem enfrentar sanções norte-americanas.

No caso do Brasil, o texto aponta que houve menos investigações, processos e condenações por tráfico do que em anos anteriores. Já a África do Sul, apesar de lançar uma equipe de trabalho subprovincial e obter algumas condenações, registrou redução na identificação de vítimas e na abertura de casos.

O anúncio ocorreu em meio a tensões diplomáticas. O presidente Donald Trump já havia imposto tarifas sobre produtos brasileiros, restrições de visto a autoridades e sanções financeiras ligadas ao processo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No caso sul-africano, o governo foi alvo de tarifas e críticas de Trump, que acusou o país de perseguir a minoria branca.

Em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o tráfico de pessoas “enriquece organizações criminosas transnacionais e regimes imorais e antiamericanos”. Ele disse ainda que o governo norte-americano seguirá firme em proteger os trabalhadores e os valores dos Estados Unidos.

Fim da narrativa

A história de que “o Brasil voltou” acaba de colidir com a realidade. Enquanto o governo se ocupa com sinalização de virtude e alinhamento a regimes questionáveis, o dever básico de proteger seu povo de ser vendido como mercadoria foi abandonado.

Isto não é uma opinião, é um fato documentado pelo governo americano.

A inclusão da África do Sul não é coincidência. Pinta o quadro de um clube de nações cuja retórica progressista serve de fachada para o desastre em casa. É a oficialização de um bloco de países que são exemplos mundiais de como a ideologia destrói a gestão.

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