Um empresário do agronegócio escapou de duas tentativas de assassinato com o uso de drones equipados com granadas de alto poder explosivo em Itaberaí, no Noroeste de Goiás. A Polícia Civil apura que um grupo criminoso com base em Primavera do Leste, em Mato Grosso, executou os ataques, motivados por uma dívida estimada em R$ 1,5 milhão.
As investigações indicam que o primeiro ataque ocorreu em 15 de janeiro, quando um drone lançou uma granada contra a residência do empresário. Dois dias depois, uma nova investida quase se concretizou, porém o equipamento caiu dentro da propriedade antes da detonação, evitando vítimas.
À imprensa, o delegado Kleber Rodrigues explicou que o artefato apresentava alto poder letal, com capacidade para destruir a casa e atingir imóveis vizinhos, o que elevou o nível de risco para moradores da região.
Segundo a apuração, a origem do conflito envolve uma dívida de R$ 1,5 milhão relacionada à compra de sementes de milho intermediada por terceiros. Com a colheita sem retorno financeiro, o empresário deixou de cumprir o pagamento no prazo e passou a receber ameaças, que evoluíram para os atentados.
A polícia prendeu três integrantes do grupo sediado em Primavera do Leste, apontados como “cobradores” que adotam métodos violentos para intimidar e executar alvos por encomenda. A granada utilizada integra a lista de armamentos de uso proibido no Brasil e, conforme a investigação, pode ter origem no Paraguai. O mandante do crime ainda permanece foragido.



