Debate expõe intenção política do ato e falta de resposta concreta para trabalhadores
A audiência pública sobre a situação da CODER, que deveria buscar caminhos para resolver a crise da empresa, acabou se transformando em palco político e sem apresentar qualquer solução concreta.
O que se viu foi uma sequência de discursos e críticas, mas nenhuma proposta concreta para resolver o problema dos trabalhadores e da dívida milionária da companhia.Chamou atenção a presença e as falas de figuras que estiveram diretamente ligadas à CODER ao longo dos anos em que a dívida foi sendo construída.
Entre eles, o ex-prefeito Zé do Pátio, apontado nos bastidores como o gestor sob o qual a dívida da empresa mais cresceu, e também o ex-presidente Argemiro, que participou da condução da companhia em períodos críticos.
Na prática, quem ajudou a construir o problema agora ocupa o microfone para criticar, sem apresentar um caminho para solução.
O tom da audiência evidenciou que o debate sobre a CODER está cada vez mais politizado, enquanto a situação dos trabalhadores segue indefinida.
No fim, ficou a sensação de que muito se falou, mas nada se resolveu — e que o problema segue sendo usado mais como instrumento político do que enfrentado com responsabilidade.



