Michael Benz denuncia operação conjunta entre Casa Branca, CIA e TSE para influenciar as eleições brasileiras de 2022
O ex-diretor do Departamento de Estado dos Estados Unidos no governo Trump, Michael Benz, denunciou nesta quarta-feira (6), em audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados (CREDN), que a CIA utilizou a agência USAID para interferir diretamente nas eleições brasileiras de 2022. Segundo Benz, a operação contou com o envolvimento da Casa Branca, CIA, Pentágono e Departamento de Estado.
Entre as revelações mais impactantes, Benz afirmou que o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, mantinha comunicação direta com a USAID para “alinhar ações” estratégicas. Ainda segundo o ex-diretor, os Estados Unidos forneceram semicondutores para urnas eletrônicas brasileiras por meio das empresas Texas Instruments e a taiwanesa Novotone, sendo posteriormente utilizada uma rede de ONGs, mídia e agências de checagem financiadas para censurar conteúdos e atacar adversários políticos.
Durante seu depoimento, Benz alegou que, sem a estrutura montada por essa interferência estrangeira, Jair Bolsonaro ainda seria o presidente do Brasil. Ele também acusou a CIA de ameaçar o governo Bolsonaro para que não questionasse a segurança das urnas eletrônicas, destacando que apenas um lado político passou a ser investigado por contato com estrangeiros, enquanto o outro manteve articulação direta com agentes internacionais.
Benz citou nominalmente o Grupo Globo — incluindo TV Globo, GloboNews, G1 e jornal O Globo — como parte de um consórcio de desinformação com agências de checagem treinadas pela USAID. Essas entidades, segundo ele, teriam atuado para influenciar a opinião pública e manipular o cenário eleitoral.
O jornal britânico Financial Times também foi mencionado por ter revelado uma “campanha discreta” do governo dos EUA com duração de um ano, voltada para conter o avanço político de Bolsonaro.



