sexta-feira, março 6, 2026
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Lula desmentido: criação de empregos em 2025 registra pior saldo desde 2020

O mercado de trabalho com carteira assinada fechou 2025 com saldo de 1,27 milhão de vagas, número que escancara a perda de ritmo da economia sob o governo Lula. O dado chama atenção porque só encontra resultado pior em 2020, ano marcado pelo início da pandemia, e fica muito abaixo de 2021, quando o país ainda lidava com os efeitos da crise sanitária. Fora do contexto excepcional daqueles anos, o desempenho atual entra na conta como um dos mais fracos da série recente.

Dados do Caged mostram que, entre janeiro e dezembro, o país somou 26,59 milhões de admissões contra 25,3 milhões de desligamentos. Com isso, o estoque de empregos formais avançou de 47,1 milhões para 48,4 milhões, crescimento de 2,71%, percentual inferior ao registrado em 2023, quando alcançou 3,3%, e em 2024, que chegou a 3,69%.

O resultado evidencia que o discurso oficial de economia resiliente não encontra respaldo nos números. Em 2022, o país registrou saldo de 2 milhões de vagas formais. Já em 2023, o indicador caiu para 1,4 milhão e, em 2024, chegou a 1,6 milhão. Em 2025, a retração seguiu e empurrou o saldo para o pior patamar fora da pandemia, reforçando a leitura de enfraquecimento do mercado de trabalho.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu o desempenho fraco à política de juros elevados, com a Selic mantida em 15%. Segundo ele, o patamar alto trava investimentos e limita a geração de empregos no curto e médio prazo, além de pressionar o orçamento público com despesas financeiras.

O mês de dezembro agravou ainda mais o cenário. O Caged apontou fechamento líquido de 618 mil postos formais, o pior resultado para o período na comparação anual, com retração de 1,26% em relação a dezembro do ano anterior, sinal claro de desaceleração mais intensa no fim do ano.

Mesmo com saldo positivo no acumulado de 2025, os setores avançaram de forma desigual. Serviços lideraram com 758 mil novas vagas, crescimento de 3,29%. O comércio abriu 247 mil postos formais, enquanto os demais segmentos apresentaram desempenho mais contido.

Na série histórica, 2020 registrou eliminação de 189,3 mil vagas formais, impacto direto da pandemia. Em 2021, a economia reagiu com geração de 2,7 milhões de empregos. Diante desse histórico, o resultado de 2025 reforça a avaliação de que, sem o peso de uma crise sanitária global, o atual governo entrega números fracos e abaixo do potencial do país.

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