sexta-feira, março 6, 2026
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Na Celac, Brasil mantém posição contra prisão de Maduro

O governo brasileiro reafirmou neste domingo (4), durante reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), posição contrária à prisão de Nicolás Maduro na Venezuela, após ação militar dos Estados Unidos. O posicionamento foi apresentado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

No encontro, convocado para discutir o ataque americano, o Itamaraty manteve a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado (3), ao tratar a captura de Maduro como violação da soberania venezuelana.

Em discurso, Mauro Vieira afirmou que as medidas dos EUA ferem princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas, ao desrespeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados.

– [A ação dos EUA] Afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional – afirmou o ministro.

A posição do Brasil foi alinhada a uma nota conjunta assinada também por México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, divulgada antes da reunião.

No documento, os países manifestam “profunda preocupação e rechaço” às ações militares na Venezuela e alertam para riscos à população civil e à estabilidade da região.

– A situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, sem ingerências externas – diz outro trecho da nota.

O texto também reforça a defesa da América Latina e do Caribe como zona de paz e pede unidade regional diante de ações que possam aumentar as tensões no continente.

– Qualquer tentativa de controle externo de recursos naturais ameaça a estabilidade política, econômica e social da região – destaca o comunicado.

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