domingo, abril 6, 2025
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Saúde em Rondonópolis: Prefeito Cláudio Ferreira afirma que paga em dia Santa Casa

Em meio à crise enfrentada pela Santa Casa de Rondonópolis, com a paralisação dos atendimentos eletivos por parte dos médicos nesta semana, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, externou nesta sexta-feira (4) à imprensa que a Prefeitura de Rondonópolis não tem dívidas em atraso com o hospital.

O prefeito fez questão de enfatizar inicialmente que o Município não tem problemas de pagamentos ou repasses com a Santa Casa. “Fazemos uma gestão que paga em dia, que honra os seus compromissos e tem responsabilidade!”, afirmou. “Estamos com os pagamentos rigorosamente em dias com a Santa Casa. Não devemos nada ao hospital. Fazemos questão de pagar em dia, conforme os contratos pactuados”, acrescentou.

Questionado sobre o tema, o prefeito fez a defesa do SUS e do sistema de gestão plena da saúde, argumentando que está previsto em lei federal e que tem como objetivo descentralizar a gestão da saúde pública, uma vez que a vida acontece nas cidades. Assim, informa que a gestão plena faz parte do que tem de mais moderno em gestão da saúde, sendo o melhor para a população local. “Não podemos promover experimentos com a saúde, temos que ter responsabilidade, o que precisa ficar claro é que cada ente, União, Estado e Município, tem que fazer cada qual a sua parte. Por isso, gestão dupla é conversa fiada”, analisou.

Segundo o gestor, municípios de porte maior, como Rondonópolis, observando o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), têm o dever constitucional de promover a gestão plena da saúde. Dessa forma, entende que, ao se propor gestão dupla, estão afirmando que o modelo proposto pelo SUS está errado.

Conforme Cláudio Ferreira, quem defende gestão dupla na saúde em Rondonópolis diz, em outras palavras, que o modelo de funcionamento do SUS também está errado. Nesse sentido, atesta que esse debate é inapropriado e infundado. “Se a gestão dupla fosse bom negócio, a lei federal não determinaria o contrário disso. A legislação fala que municípios de porte maior, como Rondonópolis, devem assumir a gestão plena da saúde”, avaliou ele.

Vale observar que a Santa Casa tem se mantido em Rondonópolis nas últimas décadas muito em função da falta de investimento em novos hospitais por parte dos entes responsáveis. A última unidade de média e alta complexidade construída pelo Estado em Rondonópolis foi o Hospital Regional, inaugurado em 2002, mas já com um projeto da década de 80 e que logo ficou obsoleto e incapaz de atender a demanda da cidade e região.

O prefeito lembrou ainda da sua forte atuação em prol da saúde de Rondonópolis quando esteve por dois anos como deputado estadual. “Fui o deputado estadual com base na cidade que mais enviou recursos para a saúde de Rondonópolis, sendo mais de R$ 12 milhões. Tem deputado antigo que já foi denunciado em esquema de corrupção, que nunca fez nada de relevante para nossa saúde e que fica conversando fiado. Cadê os mais de R$ 24 milhões por ano em emendas que esses parlamentares têm direito?”, questionou.

Por fim, Cláudio esclareceu que está acompanhando a crise da Santa Casa pela imprensa e que, até o momento, não foi notificado, seja pela instituição, pelos órgãos de controle ou pelo Estado nesse caso. “O Município pode se manifestar oficialmente sobre a questão da Santa Casa se for oficiado, quer seja pela instituição, pelos órgãos de controle ou pelo estado”, explicou. Além disso, reforçou: “a nossa gestão não atrasa repasses, paga rigorosamente em dia. Nós não fazemos politicagem, fazemos gestão!”.

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