O senador Wellington Fagundes (PL-MT) está entre os 35 parlamentares que assinaram o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em processos relacionados ao Banco Master. A iniciativa foi protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O número de assinaturas supera o mínimo de 27 exigido pelo regimento interno do Senado para a criação de uma CPI, o que permite o avanço formal do pedido.
O requerimento recebeu apoio de senadores de diversos partidos, entre eles PL, PP, Republicanos, PSD, PSDB, União Brasil, Podemos, Novo, MDB e PSB, demonstrando que o tema mobiliza parlamentares de diferentes correntes políticas.
Para o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, a criação da CPI é um instrumento legítimo do Parlamento e necessário para garantir transparência e confiança nas instituições.“Em uma democracia séria, transparência não é favor. É obrigação. Quando surgem dúvidas que envolvem autoridades e interesses econômicos importantes, o Senado não pode se omitir”, afirmou.
Fagundes ressaltou que a investigação parlamentar não representa condenação antecipada, mas sim um mecanismo constitucional para esclarecer fatos.“Quero deixar claro: CPI não é condenar ninguém. CPI é esclarecer os fatos. Nosso dever é investigar, ouvir todos os lados e dar uma resposta clara para a sociedade”, disse.
O senador também apontou que existem indícios de conexão entre diferentes frentes do caso envolvendo o sistema financeiro. “Um aspecto já está provado: está entrelaçada a questão do consignado, a questão da Previdência e também todo o escândalo financeiro. Isso está claro”, declarou.
Com o requerimento protocolado, o próximo passo para a instalação da CPI é a leitura do pedido em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Após essa etapa, os líderes partidários deverão indicar os senadores que irão compor a comissão, que ficará responsável por conduzir as investigações, convocar depoentes e analisar documentos relacionados ao caso.
“Como líder do Bloco Vanguarda, tenho a competência e a responsabilidade de fazer indicações dos membros que vão participar desta CPI. Claro que estarei junto para investigar essa safadeza”, afirmou Fagundes.



