segunda-feira, março 9, 2026
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Com salários e vale-alimentação atrasados, servidores da Coder cruzam os braços nesta segunda-feira


Foto: Assessoria
Os cerca de 600 trabalhadores e trabalhadoras da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) iniciaram, à 1h desta segunda-feira (9), uma nova paralisação em suas atividades. O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (SISPMUR) e tem como principais motivações o atraso no pagamento do vale-alimentação e dos salários referentes ao mês de fevereiro, além das preocupações com a possível liquidação da empresa pública.
A paralisação foi definida em assembleia realizada na última quarta-feira (5), quando os trabalhadores deliberaram pela mobilização.
A mobilização teve início nas dependências da Coder, onde os trabalhadores permanecem concentrados e discutem os próximos encaminhamentos do movimento. No período da tarde, a partir das 13h, está previsto um grande ato público em frente à Prefeitura de Rondonópolis, com a participação de servidores, representantes sindicais e apoiadores da causa.
Segundo o presidente do SISPMUR, Reuber Teles Medeiros, o sindicato e os trabalhadores continuam abertos ao diálogo com a administração municipal, mas cobram respeito aos direitos da categoria e mais transparência em relação ao futuro da companhia. “Os trabalhadores da Coder não querem confronto. O sindicato e a categoria seguem dispostos a negociar uma saída responsável com a gestão municipal para resolver a situação da empresa. Mas é fundamental que haja transparência. Antes de qualquer tentativa de liquidação de um órgão público com quase 50 anos de história em Rondonópolis, é preciso promover audiências públicas, ouvir a sociedade e instaurar uma Comissão Especial de Investigação para apurar quem realmente é responsável pela dívida da companhia”, afirma.
Reuber também ressaltou que os trabalhadores da Coder não podem ser responsabilizados por problemas administrativos acumulados ao longo dos anos. “Essa dívida não foi contraída pelos trabalhadores. Pelo contrário: eles são as principais vítimas dessa situação. São pais e mães de família que dedicaram anos de trabalho à cidade e agora enfrentam atraso de salários e incerteza sobre o futuro”, completa.
De acordo com o sindicato, a paralisação iniciada nesta madrugada está prevista para seguir até as 23h59 de quarta-feira (11), podendo ser reavaliada conforme o avanço das negociações e as respostas apresentadas pelo poder público municipal.
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